Quero Sal…

…em tudo, um pouco!

Halloween em New York City. Crasy day! 3 de novembro de 2010

Filed under: EUA — ... @ 23:35

Humor do dia: Irritada. Censura: Nenhuma

O trem saiu de New Jersey levando Marilyn Monroe, os personagens do Mágico de Oz e bruxas misturando-se nas camisas verdes dos Jets (time de futebol americano), que haviam perdido o jogo na tarde de domingo. A noite de Halloween, porém, não havia começado, as ruas de New York City  ganhavam medo, sangue e esqueletos. O frio de 4°C e o vento secavam os lábios de quem andava procurando um espaço na sexta avenida para assistir o Halloween Parede (desfile de Halloween). Chegamos cedo, minha
amiga arrumou um ótimo lugar, estávmos na frente da divisória entre rua e calçada.

“O loiro do lado parece um psicopata”, disse minha amiga brasileira. “Ta até rindo sozinho”. Em poucos minutos as pessoas foram chegando para desfilar. Qualquer um pode entrar na avenida e participar, não existe organização. Há alguns carros alegóricos e algumas baterias ensaiadas.

Os doidos e suas fantasias chegavam aos poucos. Uma loira de vestido rosa mostrando tudo parou quem passava pela  sexta avenida e West 4th street (rua 4 oeste). Ela fazia de tudo e todos tiravam fotos com ela e dela. Mostrava o bumbum os seios e assim foi por cerca de 20 minutos.  “Ela não tem dente?” indagou minha amiga. “E é bem na frente”. Dei risada e pensei “Nunca faria isto
na minha vida”.

Aos poucos foi lotando, lontando e lotando.  Um empurra aqui e alí uma confussão.  O povo esmagava meu pé,a família mexicana me socava. “Por que não chegaram mais cedo se querem um bom lugar?”, falou minha amiga. Ali ficou então a família “busca pé” mexicana. As duas mulheres mais velhas  pegavam tudo o que distribuiam, doces, colares, luzes para o escuro, camisinhas, folhetos. balas… E mesmo assim tentanvam pegar meu lugar.

A maldade predominou em mim, não dei oportunidade para ninguém roubar meu espaço e assim,  minutos antes do desfile começar, pedimos para o psicopata tirar foto de nós. Tudo para minha amiga puxar conversar com o loiro que não parecia ser iorquino, nem mesmo de New Jersey. Ele era simpático, da Holanda e está por alguns dias em New York em Manhattan, fazendo estágio para uma empresa de direito. O nome dele parece nome de fantasma, não consigo lembrar agora.

Os primeiros esqueletos começaram a surgir na avenida.  Algumas pessoas tinham o rosto realmente feio e pareciam atores, alguns olhares eram assustadores.

Brasil na Bateria
Um pequeno bloco no meio do desfile era composto pela  música brasileira. Aquela batucada não poderia ser de outro lugar, meu corpo começou a dançar quase inconscientimente. “Este é o samba”, falei para o amigo holandes. “Eu imaginei, vocês começaram a dançar”, explicou. “É muito bom mesmo”. Logo esqueci o samba e prestei atenção nas manifestações (como na foto abaixo).

O desfile terminou as 10 horas da noite. Já estava mais frio e as ruas de New York agora estavam em caos. Pessoas se pegando em todos os lugares, clubes e bares abertos. Música alta, pessoas bebadas na rua. Pegamos o subway (metrô) que deveria ser rápido, mas teve um problema e levou uma hora para chegar na Penn Station em NYC para então retormarmos para New Jersey.

Na Station (estação) a baixaria do Halloween continuava. No meio da station, uma roda. Os homens do hip hop com rádios grandes e música agitada. As meninas quase sem roupa simulavam várias cenas impróprias. Todos assistiam. Pessoas quase sem roupa, uma vergonha. depois falam do carnaval do Brasil. Bom, o Halloween é o carnaval americano.

Cheguei tarde em casa, não conseguia dormir. Olhei pela janela do quarto e entendi uma fantasia. Um casal em NYC andava de árvore (foto abaixo). É realmenet assustador, as árvores no outono ficam amarelas e como venta muito elas “dançam” e com as luzes refletidas, parece ter alguém pronto para atacar. Fiquei pensando na árvore, mas o frio não permitiu-me sair da cama para fechar a janela.

Sexta de trick or treat
Sexta-feira, antes do domingo (Halloween) fui em um trick or treat (doces ou travessuras). Em Boonton Twp, onde moro, a administração pública não permite que as crianças pegem doces de casa em casa, por considerarem perigoso.  Acontece uma festa em um campo, onde os carros decorados oferecem doces para as crianças. O melhor carro ganha dinheiro como prêmio, algo como mil reais.

Adorei, foi divertido. Fui de chapeuzinho vermelho. Não pude pegar doces nenhum, era só para kids. Mal sabem os americanos que eu sou uma criança de 23 anos. Se fosse no Brasil teria os marmanjos pegando doces e fazendo maldade.

 

Sábado

Sábado fui em uma House Party em New Jersey, mas já é tudo censurado. Não aconteceu nada foi divertido, encontrei quatro brasileiras. Minha fantasia foi de diretora de circo, terminei a noite com toda certeza que Halloween é Carnaval americano.

 

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