Quero Sal…

…em tudo, um pouco!

Washington D.C 9 de dezembro de 2010

Filed under: EUA,Vida — ... @ 23:35

Humor do dia: Irritada. Censura: Não há

O texto está chato. Não tenho tempo para escrever como antes. Escrevi isto em cinco minutos, além disso, não posso escrever tudo mesmo, é censura.

“Alguei o carro e reservei o hotel”, disse minha amiga brasileira ao telefone.  Sexta-feira, 3 de dezembro, sai de Boonton Twp (NJ) e dormi em Morristown (NJ) esperando o frio de Washington D.C..Estava animada com a pequena viagem de um fim de semana.

O relógio marcava 21 horas, minha amiga não parava de limpar. Arrumou a sala, depois a cozinha e limpou o banheiro do pequeno apartamento. Fazia frio. Fiquei com o colchão inflável na sala. O cobertor não foi suficiente, o engraçado que o hit (aquecedor) estava ligado. Não dormi de frio, levantei duas vezes para ir ao banheiro. Quando consegui um cochilo o despertador acordou às 5 horas da madrugada.

Trocamos de roupa rapidamente e partimos para estrada. Procuramos um Dunkin Donuts. Odeio café, mas pedi um ao leite do tamanho “médio”, para manter-me acordada. Estrada escura e vazia. Assim é a vida em certos momentos. Começamos a conversar enquanto passavamos pelas fazendas de New Jersey.

Grandes propriedades. Plantações, cavalos, cinco carros nas garagens e casas enormes. Ser fazendeiro nos Estados Unidos é ser o “rei do gado” no Brasil. Trocamos algunas experiências, minha amiga é dura nas palavras, mas entendo não ser por maldade e sim porque não me quer ver sofrendo. Nossa trilha sonora da viagem foi um canal no rádio de músicas natalinas.

“Fiquei depremida”, falei. “Este clima de Natal”. Ela me olhou e não disse nada. Meus neuronios não paravam de pensar no primeiro natal sem minha família e sem meus amigos.

O carro corria mais de 80 miles por hora (cerca de 120 por hora). A placa dizia 50 miles e hora 65. Tentávamos manter a velocidade. Fizemos uma parada em Maryland e rapidamente pegamos a estrada até Virginia, onde tinhamos um quarto reservado no Hilton Hotel, o qual pagamos 130 dólares, o carro ficou menos de 90 dólares e os pedagios 10 dolares. A gasolina 50 dolares e não precisamos devolver o carro com o tanque cheio, como no Brasil.

Soy louco por ti America

Virignia e Washington DC são vizinhos. Em menos de cinco minutos pegamos o metrô. Impossível conhecer toda a cidade em um fim de semana. Muitas coisas para ver e os principais museus são de graça. The Eclipese é como o Central Park em New York City, onde as pessoas correm de shorts mesmo no frio. “Quero morar aqui”, comentei. “Só tem homem bonito”. Diferente de New Jersey, D.C não tem latinos (sem preconceitos), o que faz a genética se transformar em muitos loiros de olhos claros ou morenos claros de olhos mel.

Fiquei encantada. Tentei me controlar e concetrar-me no passeio. Passamos por diversos museus, um deles de arte. Minha amiga não é uma grande apreciadora, então não ficamos concentrada nos museus. Andamos. Conheci a White House (Casa Branca). “Quanto na minha vida imaginei estar na frente da casa do presidente dos Estados Unidos?”, perguntei. “Ainda mais sendo o Obama”.

Havia muito patrulhamento em frente. “Será que eles tem medo de bombas aqui?”, falei. “Deve ser pelos terrorismos da vida”. Rapidamente minha amiga fez-me calar e disse séria. “Nunca fale estas palavras aqui, principalmente em Washington D.C”, disse. “Olhe quantos policiais ao nosso redor”.

Os policiais aparecem em nossa frente sem menos esperarmos, nunca sabe-se quando encontrar algum. Em cima da casa branca há guardas andando, mas nem toda hora é possível vê-los, não fazem questão de aparecerem.

Almoço trancado

Em todos os museus, castelos e monumentos passamos por segurança igual de aeroporto. Não imaginei que no mall (shopping center para os brasileiros) seria a mesma coisa. “Aqui em qualquer lugar, mesmo centro comercial, precisa passar pela segurança”, explicou minha amiga.

Entramos em um prédio considerado um importante centro comercial de D.C. No primeiro andar os restaurantes. Andamos e procuramos comida gostosa. Pensei em comer uma pizza para não gastar muito. Olhei o restaurante japonês e não aguentei. Tentei pedir meu prato e o japonês não entendia, vi que ele trocou algumas palavra no idioma da terra do sol nascente e perguntei. “Talvez você entenda meu pedido em japonês”. Ele fez que sim.

“Um udon e um harumaki”, pedi. Ele então contabilizou, porém como a maioria dos japoneses americanos, ele não sabia o idioma. O udon só tinha o soba (macarrão) e o harumaki era o sashimi. Não perdi tempo reclamando, por fim, comi assim mesmo e claro senti saudade da comida japonse da colonia japonesa da minha cidade.

Continuamos andando e decidi comprar uma camiseta de D.C..Quero ter ao menos uma lembrança de cada lugar que conheci nos States. Como são “mão de vaca” achei caro nas lojas e parti para as muambas das ruas. Comprei três camisetas por 10 dólares. Uma dei de presente de Natal para minha amiga, que na semana anteiror deu-me uma blusa, um creme e meia de natal (muito comum nos aqui). Queria mesmo era uma do Obama, mas era 14 dólares e resolvi poupar meu dinheiro.

“Olha que lindos o snow globes (globo de neve)”, disse. “Nossa mas o maior são 10 dólares, nem vou comprar”. Minha amiga deu um olhar e retrucou que sou muito mão de vaca. Sempre achei isto mesmo, mas nunca imaginei ser tão. No final, talvez por vergonha, comprei o menor por 5 dólares e até toca o hino nacional dos Estados Unidos. “Sempre quis ter um”, falei. “Meu sonho, pareço criança”.

“Você é a Sol”, respondeu minha amiga. “A Sol da novela America, da globo, personagem interpretada por Débora Seco. Senti-me a própria, na América, sofrendo com os americanos e  feliz com meu globo de neve.

Encanta-me

National World War II Memorial, é um lugar maravilhoso, construído em 2004 para homenagear os americanos que serviram as forças armadas na guerra. A ideia do lugar é sauda-los por suas forças, dedicação e sacrifício. Como os soldados vieram de todos os estados americanos, o memorial possui em cada “parede”, o nome do estado, como pode ver na foto (abaixo) o de New Jersey que homenagiei por ser o minha “segunda” casa.

Essa parte de DC foi a mais bonita que conheci.

 

 

 

(Desculpem, mas as fotos foram retiradas por motivo de segurança).

 

 

 

 

 

 

A noite o perigo aparece

Passamos o dia andando, vendo coisas e pessoas bonitas. A noite queria ir nos bares, porém estava com muito sono para isto, além do frio. Terminamos a noite em Maryland na casa de uma outra brasileira. Fiquei sabendo de várias histórias interessantes para minha vida de jornalista.

Com certeza nos Estados Unidos tem imigrantes legais e ilegais. Muitos vindos para ajudar a família, outros fugidos de ameaças de morte, outros chegaram nadando pelo México e sabe-se mais quantas histórias. Gostaria de conhecer estas pessoas ilegais e ouvir um pouco de cada um a história de vida.

(Censurado) Gostaria também de escrever mais sobre muitas coisas que descobri, mas tenho medo, vai saber tudo é tão controlado, a internet é tão rastreada. Por fim, deixo claro que neste momento com certeza deve ter encontrado cinco ilegais trabalhando no supermercado, cinco na rua, sete no lixão, nunca saberemos quem é ilegal ou não. Gostaria de saber…

(censura) (Censura) (Censura).

Li em algum lugar em Washington D.C que “A liberdade não é de graça”. Nos States há liberdade de gays andarem nas ruas abraçados, ou de usar cabelos inteiros roxos etc..Este tipo de liberdade, mas a liberdade real, acredito, que seja censurada. Todos tem medo de certas palavras, de certas pessoas etc..Para mim, pouco importa se alguém tem cabelos verdes e anda de pijama nas ruas, não é essa liberdade que pensei encontrar aqui. Mas a vida é assim, nunca será justa.

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2 Responses to “Washington D.C”

  1. ana flavia Says:

    adorei td q escreveu!!! nós vamos passear em Washington DC mas não sei se 1 dia só ou mais, aii vai ta mto freeeeeoo! hahaha

  2. ... Says:

    então Ana D.C é mais quente que nYC ..aproveita..


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