Quero Sal…

…em tudo, um pouco!

Im a Miami Beach – (Florida – Parte I) 4 de janeiro de 2011

Filed under: Sem categoria — ... @ 23:35

Humor do dia: Adivinha, acabou as férias. Censura: Não há

Estava desesperada sem saber onde ir nas minhas férias de nove dias. Ficar em New Jersey era última opção. Ir para New York City e ver as decorações de Natal só me deixariam nostalgica em relação minha família. Queria esquecer o Natal e curtir o Ano Novo com estilo. Gastando um pouco mais do esperado, escolhi a Florida. Nada mais perfeito e certo.

A passagem de avião ficou um pouco cara e ainda devo metade e pagarei no próximo mês. Nego em revelar o valor. O Hotel no subúrbio de Miami ficou em 245 dólares. Meu avião saiu às 10 horas do dia 24 de dezembro. Após quase seis horas cheguei no destino com um sorriso no rosto. Tentei gastar o menos possível na ida. Consegui carona até o aeroporto e não despachei minha mala (a USAirways cobra 25 dólares pela primeira mala e 35 pela segunda). Levei pouca roupa mas fui sábia.

Cansada, mas pensando em uma boa refeição, fui andando pelo subúrbio e achei um restaurante italiano. “Merry Christimas”, disse uma senhora ao levantar-se. “Merry Christimas”, respondi animada. Pedi uma salada, para ter uma conta barata e emagrecer também. Estava boa, demorou para chegar. No fim até ganhei um sorvete pela compreensão da demora.

“Começei bem”, falei baixinho. “Espero amanhã boas vibrações”. Voltei e dormi. Trimmmmmmmmmmmmmm…trimmmmmmmm tocou o despertador às 7 horas da manhã do dia 25 de dezembro. “Aniversário da minha mãe”, pensei. Calcule as horas e fiquei imaginando minha mãe fazendo arroz de natal e o pavê. Imaginei minha avó cozinhando o mesmo prato de todos os anos.

Fiquei com inveja. Antes da 8 horas liguei para o taxista do hotel…Acho que ele estava dormindo, demorou muito para chegar. “Hey, What are you going to do at the beach so early”, perguntou ele. (O que você está indo fazer tão cedo na praia?). Fiquei sem graça e tive certeza que tirei ele do sono. “Well, Im going to see all Miami”, respondi timída (Bem, estou indo ver toda Miami).

Esperto que só, sacou ser minha primeira vez na Florida. Notou meu sotaque de brasileira e se divertiu com meu horário. Assim cheguei em Miami Beach.

I’m a Miami beach (não irei traduzir para não perder o sentido)

Pensei em fazer uma surpresa para mim mesma. Andei por toda Miami e deixar para conhecer o mar por último. As construções de arte Deco na orla são lindas. As palmeiras e os carros parecem ter saído de Hollywood. Fiquei na dúvida e pensei por horas “Será que Miami imita Hollywood ou Hollywood imita Miami?”. Difícil saber tudo tão real e imaginável. “I want to be a billionaire, so fricking bad, but all the things I never had”, começei a cantar a música do Bruno Mars e Travie McCoy, pois seria perfeita para mim naquele momento, se minha vida fosse um filme ou novela.

As lojas ainda fechadas. Diferente da California, New Jersey, Washington D.C. e principalmente New York, as lojas em Miami não ficam abertas 24 horas, muito menos abrem as 7 horas da manhã. Abrem depois das 11 horas. Parei na segunda loja aberta e claro comprei sem pensar. Um moleton escrito South Miami Beach com a cruz vermelha. Para quem não sabe, a Florida é um centro de ventos fortes. Em caso de furacões e tempestade é necessário deixar a área, seja cidade ou praia. Para isto existe um ponto de ônibus para um transporte especial para evacuar da cidade.

Quase comprei uma camiseta escrito Im a Miami Beach. Gostaria mesmo de tê-la, mas no Brasil ninguém entenderia a bricadeira, se bem que no Reveillon ser a Miami Beach é importante. Wherever…

Alou, quem fala

Enquanto tirava fotos do mall (shopping center para brasileiros0), minha família ligou. Todos falaram comigo. Primeiro meu pai, depois minha mãe, meu irmão, minha avó… minha tia, meus outros avos, depois meu pai de novo e assim por diante sempre. Ninguém parava de falar e não chorei! Quase chorei quando minha avó falou comigo, porém fui forte.

Após meu leve almoço de sanduíche de tuna (não lembro em português) fui para o mar. Temperatura entre 13°C. Coloquei meu biquini brasileiro para chamar atenção. Entrei no mar, mergulhei…tomei sol e era a única. Estava frio por ser Florida, mas estava tão cansada do frio de New Jersey, não pensei, diverti mesmo. Claro, cantei “Azul, azul ta cor do mar” do Tim Maia.

Deixei minhas marcas na praia, escrevi no chão I’m loving Miami e depois Miami. Coisa de turísta, mas feliz.

Cuba presente na Florida

Nenhum avião com destino Estados Unidos pode passar por cima de Cuba. Nenhum voo pode ir para Cuba, assim como nenhum barco, navio ou bicicleta se fosse possível. Porém de Key West, a última ilha da Florida, são 90 milhas de Cuba. Acredita? Há muitos cubanos nesse estado. E agora, devo fazer parte do grupo seleto de turistas que vão para Little Havana, um bairro cubano perto do centro da cidade.

A ideia era achar o mapa de bronze de Cuba. Primeiro, um falso alarme. Cheguei em uma praça e fiquei decepcionada, pois o mapa era de madeira. Decepção até descobrir que era apenas mais um ponto turístico. Um lugar frio e sujo, nada simpático.

Casas velhas, galinhas na rua, lixo por toda parte. Água parada na rua. “Isto é Estados Unidos”, pensei. Conheci então a tocha de fogo de comtemplação aos Martires de la Brigada de Asalto 2506 – Bay of Pigs Invasion. Dúvido que muitos saibam o que foi isso. Confesso eu mesma não sabia. (Mais informações sobre a brigada de Asalto no website http://www.futurodecuba.org/brigada_de_asalto_2506.htm ).

Os Estados Unidos nunca elogiará Cuba de graça, o motivo é simples e envolve a Florida devido sua geografia. Brigada de Asalto foi um nome dado ha um grupo de exilados cubanos  em 1960, reunidos para derrubar o governo de Cuba, liderado por Fidel Castro.

Irritada com o sol forte e meu rosto já sem o retoque do protetor solar continue andando pelas ruas de Little Havana com a esperança de encontrar o mapa de Cuba em bronze. Achei a calçada da fama dos latinos…Ela é igual a de Hollywood, porém dos latinos. Dúvido que alguém saiba disso! Senti-me a primeira turísta a saber de tudo isso e continuo apostando até um  milhão de dente de alho.

Onde uma fonte de água, um barco e a frase “La Palmas Son novias que esperam”, do jornalista e escritor José Martí, encontrei a Praza de La Cubanidad. Com certeza, é uma homenagem também aos exilados, que comporam a Brigada. Preciso estudar mais sobre Cuba.

Voltei para hotel cedo, cansada e pronta para conhecer o Centro de Miami e praia novamente …. capítulo para outro post.

 Foto da Plaza de La Cubanidad

 

E uma música para lembrar do mar

 

 

One Response to “Im a Miami Beach – (Florida – Parte I)”

  1. ana Says:

    vc tava sozinha em Miami?? Que aventureira!!
    Eii, muitos, muitos brasileiros que conheci em NYC disseram que Miami é linda e vale super a pena conhecer! Meu pai que não curtiu muito o inverno nova yorkino, disse que aceita a Flórida como próxima viagem, daqui uns 2 anos, espero que ele me inclua novamente! rss

    Mas se em Nyc tem brasileiro saindo pelo bueiro, imagino que em Miami que fica ai embaixo tenha mais, né?


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