Quero Sal…

…em tudo, um pouco!

Brasileiros na praia, é farova?? (Florida – Parte IV) 10 de janeiro de 2011

Filed under: EUA — ... @ 23:35

Humor do dia: Não sei. Censura: Não há.

De volta para o ônibus de Key West para Miami, já cansados, nós os únicos três brasileiros do passeio, estávamos decidindo o dia seguinte. Os homens resolveram ir na outlet fazer compras e gastar dinheiro. Resolvi ir para a praia sozinha, pegar um sol e paquerar. Soube que eles compraram muito e gastaram até mais do planejado. Eu peguei um bronze e não consegui achar um Miami boy para beber um drink.

Sai do hotel, pegueis os ônibus (post- Flórida Parte II). Andei pelo centro. Saí com roupa de neve, pois durante a noite passei muito frio. Senti calor, estava com meu bíquini por baixo. Esqueci minha toalha, como eu iria me torrar no sol? Fui em uma loja não achei nada. Assim na segunda tudo aconteceu. Pedi para a vendedora  mostrar a bolsa de praia e a toalha mais barata.

“Você vai para a praia agora?”, perguntou ela. “Nossa, mas está frio”. Aleguei ser de New Jersey e para mim não estava mais tão frio, apesar de 12°C e fortes ventos. “Quer dizer, sou do Brasil, mas mora lá”, completei. “Ah tu é brasileira igual a mim”, disse  toda feliz. Pediu-me licença e deu-me um abraço. Adorei, calor humano depois de tanto tempo (Acho que até hoje ganhei 3 abraços em cinco meses de States).

Conversou comigo, perguntou da minha vida, falou da vida dela, do intercâmbio…Nossa, foi legal. Ajudou com tudo mais barato da loja. Adorei, calor brasileiro de uma nordestina! Nem gostei tanto das coisas, comprei mais pela vendedora. Brasileira é claro. Ponto para nós!

Que marmita é essa?

Cheguei na praia, andei, procurei um canto tranquilo. Quase ninguém de bíquini. Escutei uma família, com direito há papagaio, piriquito, sogra, netos, primos e toda a forava. Eles gritavam alto. Faziam piadas idiotas e achavam que só tinham eles de brasileiros na Florida. Logo, na Florida. A parte mais engraçada foi quando uma loira oxigenada disse “Será que pago se sentar na cadeira” (uma cadeira de praia, aluguel de 5 dólares). O marido, ou sei-la quem, respondeu “Não seja tonta, só encostar não paga”.

Eu tirei meu jeans, minha blusa, botei tudo dentro da minha bolsa de praia nova. Lá estava eu com meu bíquino brasileiro lindo, aquele mesmo que fiquei com medo de perder quando despachei minha mala em Guarulhos. Abri minha tolha de praia nova, da bandeira dos Estados Unidos. O brasileiro não parou de me olhar, o que será que ele pensou?

Coloquei meu ôculos de sol e deitei. Fiquei ótima no frio, mas parecia o Rio de Janeiro. Não aguentei mais o escândalo na família brasileira, das besteiras que falavam. “Primeira vez na Florida?”, perguntei. “Oi, nossa, uma brasileira”, recebi resposta da tal loira, já sem graça. “Sim, deu para perceber né?”. Todos ficaram sem graça. Não foi por ser má, porém simplesmente acho que brasileiro precisa aprender a se comportar e não abrir a marmita de farova, lavar roupa suja e gritar em lugares públicos, principalmente estando no exterior. Por isso o brasileiro é tão queimado!

Por fim, até me falaram que queriam comprar um apartamento em Miami. Claro que percebi que era mentira. Desejaram-me feliz ano novo, como se eu fosse ilegal nos Estados Unidos. Coitados.

Terminei o dia

Assim, já com um pouco de frio, coloquei minha roupa, fechei minha toalha. Com blusa de neve fui para o Bayside. Os brasileiros pediram para eu comprar os ticktes para o Everglades…Assim seria nosso próximo dia em Miami …

 

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s