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…em tudo, um pouco!

Procurando piratas em Key West (Florida – Parte III) 10 de janeiro de 2011

Filed under: EUA — ... @ 23:35

Humor do dia: sei-la. Censura: Não há

“Ah, mas você tem que ir para Key West”, falou minha amiga brasileira em Long Island. “Key West é linda”, falou minha outra amiga brasileira na California. “Compra alguma coisa de pirata para mim?”, falou minha amiga brasileira. Key West é a última ilha da Florida, passeios de cruzeiro ou de ônibus são possíveis em apenas um dia. Conhecida como a ilha dos piratas e por estar há 90 milhas de Cuba, lá fui eu em uma aventura em busca de roupas, chapéus, botas, garrafas e mapas de piratas.

Terceiro dia de viagem na Florida. Era preciso acordar às 5 da manhã. O vendedor passou no meu hotel e deu-me carona até o ponto de ônibus. Não comprei o cruzeiro de um dia pois custava 180 dólares. O passeio de ônibus ficou em 79 dólares. Pensei ter entrada em uma furada mas foi interessante.

No começo foi cansativo. A primeira parada aconteceu na Seven Mile Bridge, famosa por ser cena de muitos filmes, como 2 fast 2 furious; James Blond. A ponte é realmente linda e perfeita, o mar azul e tão azul que parecia queimar meus olhos. Os passáros voando deixava a cena mais irreal e parte de um sonho.

Tira foto daqui, eu no cocoeiro, eu de frente para o mar, eu rindo, até que uma voz com sotaque brasileiro disse: “De qual lugar do Brasil tu és?”. Comecei a rezar a ladainha. “Sou do interior de São Paulo, mas moro em New Jersey…”, respondi como sempre a mesma fala decorada. “Legal sou de Porto Alegre”, respondeu. Isto por que já havia outro brasileiro de São Paulo. Pronto, três brasileiros em Key West.

Chegamos por volta das 11 horas da manhã. Teríamos até às 17 horas para conhecer toda a ilha. Parecia impossível, porém tempo perfeito.

Key West de papel

Chegar no centro da ilha é maravilho. A impressão é de estar em uma cena de filme, de uma cidade imaginável, antiga e tão delicada que pode quebrar só de tocar. Não parece os Estados Unidos. A cidade tem muitos turistas e os poucos moradores parecem serem artistas contratados para encenar.

Barbas compridas, alguns bebedos em frente da casa. Outros com cabelos longos. Uns olhando os fuscas antigos ou o modelo novo. Ainda outros com galinhas na calçada, alias quantas galinhas e galos soltos nas ruas de Key West. Várias motos grandes. Cenas de filme, com direito a assistir moradores do subúrbio fumando (quem sabe) uma baseado.

“Vamos tirar foto das águas do Golfo do México”, disse meu mais novo amigo brasileiro. Não tinha nem percebi que era logo ali. Belas águas..azul, azul da cor do mar.

Particularidades

Andando pelo centro descobri um Hard Rock Cafe. Uma construção diferente de todos os Hard Rocks que já conheci. Parecia uma casa de algum filme, seriado perdido no tempo. Uma graça. A cidade é feita para encantar. Pensei em almoçar lá, mas meus amigos brasileiros queriam encontrar algo mais típico. Continuamos andando para achar algum restaurante “com a cara” da pequena ilha mágica.

Não foi pela cardápio, nem pelo preço e sim pela decoração. O bar e restaurante Willis Ts, na 525 Duval Street, é algo que saiu de um filme para a imaginável cidade. Todo o teto, parede e até mesmo o coceiro estavam cobertos de notas de um dólar com a assinatura de todos que já frequentaram o lugar.

Adorável e admiravél. Ninguém rouba??? A nota não rasga? Não pega fogo? Não molha? Interessante. Pensamos em deixar nosso um dólar lá, porém o atendimento foi tão devagar que ficamos chateados. A comida era boa, pelo menos.

A Bárbara mais ao Sul

Depois de andar todo o centro da ilha e não achar nada de pirata para comprar de presente para minha amiga, continuamos caminhando até chegar ao Ponto Mais ao Sul dos Estados Unidos. Claro, como todos os turístas, queriamos tirar fotos. Havia uma fila enorme, sem contar aquelas famílias japonesas que tiravam a foto de cada um em todos os angulos possíveis.

“Bárbara, vem para frente quando eles sairem eu tiro a foto”, falou. Então não pegamos a fila e também não tocamos no “ponto mais ao sul”, mas tiramos a foto de longe quando alguém deixava a posição e conseguimos a foto perfeita. Assim, fizemos do mesmo jeito a foto da árvore de natal mais ao sul dos Estados Unidos.

Já a casa mais ao sul das terrinhas do Tio San não chamava a atenção. Melhor para nós, tiramos fotos, rimos em frente  e fizemos piados com tudo “mais ao sul”. Use a imaginação para entender ….

E assim foi nosso dia em Key West. Recomendo todos os cruzeiros que passem por Key West ou apenas o passeio de navio de um dia e apesar de ser por terra, recomendo sim o passeio de ônibus, embora muitos dizem ser chatos, o que importa é Key West!

Curiosidade

Em Key West tudo é relacionado a Cuba, por estar extremamente perto. Tudo, até mesmo os imãs de geladeira da ilha, fala que é Cuba está há 90 milhas. A pergunta é: Nenhum navio e avião pode passar por Cuba para ir aos USA, qual é a graça da brincadeira?

Eu no Golfo do México

A foto tirada no “jeitinho brasileiro” do Ponto Mais ao Sul dos Estados Unidos”.

(Desculpem, mas as fotos foram removidas por motivo de segurança)

 

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