Quero Sal…

…em tudo, um pouco!

Nada é de graça 24 de janeiro de 2011

Filed under: Sem categoria — ... @ 23:35

Humor do dia: Procurando a Bahia. Censura: Nenhuma

Há três semanas quando senti o ziper do jeans parar na metade do caminho, decidi ficar sócia de uma academia independente do valor  financeiro. A estrutura física das academias americanas são iguais as do Brasil. Aparelhos de musculação, piscina, aulas de yoga, cárdio, bike etc.. Com a diferença que funcionam como clubes à brasileira. É necessário ficar sócio, pagar taxa de adessão e fechar pacote de um ano, nove meses ou seis meses.

Quando tinha 15 anos, meu irmão tinha os seus 16 e poucos anos e começou a ir em uma academia perto de casa. Eu, a cópia, frequentei também. Dos meus 15 aos 23 anos malhei e tive um ótimos professores. No Brasil, eles passam um treino, acompanham, explicam quando está fazendo algo errado, exigem avaliação médica e também fazem uma avaliação física. Além disso, em tempos em tempos pedem mais exames e mudam o treino. Claro nas terras verde amarela há também o serviço de personal trainning.

Fiquei sócia de uma academia famosa, com rede em toda  América, para isso paguei em cash (dinheiro) cerca de 160 dólares. Doeu meu bolso, mas até senti perdendo peso nesse momento. Feliz fui para minha orientação. Achei que seria igual ao Brasil! O professor faria meu treino. Imagina! Nada, só preenchi uma ficha dizendo o motivo pelo qual eu gostaria de frenquentar a musculação.

Em seguida o professor ofereceu serviço de personal trainning. Como assim? Senti vontade de chorar, sério! Em toda terrinha americana para pedir um conselho para o professor tem que pagar. Cada dia 70 dólares (ao menos onde estou frequentando). As pessoas treinam tudo errado! Não fazem alongamento, não sabem usar os aparelhos e não tem a noção do que é musculação. Ninguém ensina nada.

Homem Johnny Bravo

 Infelizmente não sou tão rica para pagar 70 dólares para o professor criar meu treino. Com meus anos de experiência, criei eu mesma um treino, infelizmente não estou satisfeita e não sei se vou alcancarei meus objetivos. Quando sai do Brasil estava com  uma boa estima, pois aprecio muito a saúde, boa forma e bem estar. Meu corpo estava exatamente como eu queria.

Reparei nos homens e mulheres. Vi muitos homens bonitos de rosto mas com um corpo Johnny Bravo. Como podem só malhar o braço, peitoral e costas? As pernas ficam tão finas e sem proporção, parecem uma galinha morta. O homem brasileiro neste aspecto ganha.

Nada é de graça. Coitada da minha reputação

No dia em que preenchi a minha ficha, o professor começou a conversar comigo. Fui simpática como sempre sou em qualquer lugar do mundo. O sem ética do profissional, pegou meu telefone na academia e enviou várias mensagens. Queria vir na minha casa e até pediu uma foto. Fiquei com raiva, pois é, ele pensou que eu ia liberar tudo para ele. Imaginou que mandaria uma foto minha, para ele fazer sabe-se lá o que (não quero nem imaginar, mas é isso mesmo).

No fim das contas eu descobri o motivo: Sou brasileira e americano tem uma impressão errada de mulheres brasileiras. Principalmente porque fui simpática. Horrível e nojento. O pior, o pesadelocontinuou a noite quando fui em bar com a minha amiga.

O loiro dos sonhos virou sapo

Era um jogo importante para os Jets (time de futebol americano), depois da minha decepção de primeiro dia de academia, minha amiga queria em Morristown (NJ). Não havia mesa disponível. Ficamos em pé quando um loiro do sorriso perfeito ficou do nosso lado. Conversamos, ele bebendo sem parar enquanto torcia para o time, às vezes me ignorava, às vezes me falava algo lindo.

Meu coração batia forte, esses loiros com o sorriso Bon Jovi deixam-me sem ar. Quando perguntou minha idade, ele assustou. Olhou-me e disse: “Tenho 21 anos, mas adoro mulher mais velha”. Na giría popular brasileira, seria considerada a “papa anja”. Nunca gostei da ideia de envolver-me com alguém mais novo…Mas ele tinha aquele olhar, sorriso, cabelo e altura perfeita. Ficamos um pouquinho no bar.

Achei que ele morava perto de Morristown, mas não, e sim em outro estado. Mas ficamos trocando mensagens por uma semana. No bar, ele disse que eu seria a Valentine dele (Valentine’s Day, algo parecido com Dia dos Namorados). Apaixonei. Infelizmente por vários motivos a paixão durou só uma semana, um deles: pediu uma foto minha e achou a mesma coisa do professor. Pô, brasileira não é isso !

Dois mais dois não são quatro

Somei todos os acontecimentos da semana e quase entrei em baixa estima. O professor da academia ofereceu de graça três aulas, com o preço de ficar com ele (entendeu né?). Não aceitei e continuo chateada com esse pensamento. Nos EUA as  mulheres são antipáticas e não conversam com ninguém, por isso, quando fui simpática veio a interpretação errada somando com a reputação da brasileira ser oferecida.

 As americanas chegam até perguntar quando o homem ganha por mês, o carro e etc..No Brasil acontece isso também, mas sou moça do interior, morro de vergonha até de olhar para o moço, imagina ser tão interesseira. Aqui anel de noivado e de casamento precisa ser de 1 mil dólares para cima, modestamente ainda. Não faço parte dessa soma e com os pés no chão gostaria de não ser.

 

One Response to “Nada é de graça”

  1. ana Says:

    por isso que eu gosto de vc japa! foi brasileira, e vai voltar brasileira, a melhor espécie que existe (em alguns pontos, claro! rss) ainda mais brasileira japa haha

    Mas é q depois de conhecer msmo q muito pouco a vida aí fora, q a gente ve como nossas pessoas e culturas são ricas né! (´principalmente a gastronomia brasileiraaaaa hahaha)

    mas me divirto com as suas histórias! eheheh apesar dos pesares, vc ta aprendendo e se virando. não é?!
    Boa sorte, e divirta-se ai! rss

    bjinho


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