Alguma coisa acontece no meu coração…

Humor do dia: Comi muito e vou ficar gorda de novo. Censura: Pessoas sem sentimento.

Quando conheci a ponte Golden Gate em San Francisco e principalmente quando a vi pela janela de um apartamento, eu sabia, aquela era a melhor visão para um romance. Quando cruzo a ponte  Brooklyn ou a Gorge Washington Bridge em New York,  sinto a emoção de um mundo sem misericórdia, mas bonito de ver, ainda mais ao pôr do sol. Em Boston (MA) a Leonard P. Zakim Bunker Hill Bridge fez-me  lembrar de São Paulo, da minha adolescência quando ia escondida para lá de ônibus. Meu coração ficou tão saudoso e ao mesmo tempo lembrei-me da música de Caetano Veloso na música Sampa.

A Ponte de Boston é estaiada, um tipo de ponte suspensa por cabos que a partir de um ou mais mastros partem-se. São Paulo ganhou em 2008, a Ponte Octávio Frias de Oliveira (atravesando o Rio Pinheiros), a única no mundo com duas pistas a um mesmo mastro. Aprendi, ou já gostava e não sabia, a observar as construções das cidades. Elas tem significados únicos.

Gosto de cidade grande, dos prédios elevados. Aprendi em New York City como ser durona os próprios prédios e o cinza me ensinaram. Em Miami, aquela arte Deco bailou-me nas mais ecléticas ideias como se eu tivesse usado alguma droga alucinógena. E a  ponte em Boston dispertou-me um sentimento de ir mas sempre voltar.

As cidades falam, tem vida própria, molda um indívíduo. Sou do interior de São Paulo. Raiz é raiz, penso em ir para o Alabama ouvindo música country. Não que seja igual, mas meu coração fica romantico ao ver as paissagens contínuas de plantações e nenhuma riqueza como os altos prédios de New York City…

É impossível não envolver-se com o clima dos lugares…Por isso, esses dias as músicas Sampa e Massachussets não saem da minha cabeça. Deve ser sensacional saber compor, falar dos lugares e expressar o que essas cidades falam. Vejo-me em New Jersey, um sentimento expresso na música Sampa. “…E fosse um difícil começo. Afasto o que não conheço. E que vem de outro sonho feliz de cidade. Aprende depressa a chamar-te de realidade…”. Cada viagem, cada lugar que mora-se é um aprendizado e crescimento pessoal.

A música Massachusetts do Bee Gees ensina-me também que é sempre bom voltar, embora ir é crescer. “Somethings telling me I must go home…”.

OBS – Não sou doida, sou sensível.

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