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Meu aniversário em NYC (Parte III) 28 de março de 2011

Filed under: EUA,Músicas,Vida — ... @ 23:35

Humor do dia: eu quero um apartamento in the city. Censura: Pessoas não românticas

“Queria comer bolo de aniversário”, publiquei no facebook. O celular recebia várias mensagens, minha amiga de Morristown (NJ) queria jantar em um japonês de casal. Eu tinha conhecido o loiro em New York City, queria comemorar com ele, mas sábado ele não respondia. Eu estava, até então, saindo uma vez ou outrra com um de New Jersey, mas o meu amor à primeira vista batia mais forte, o outro perdeu tempo, era chato, nada inteligente.

O celular tocou. “Vamos só meu namorado eu e você”, retrucou. “Nada de esperar seus ficantes”, disse minha amiga. Estava chateada, como meu loiro podia ter feito isso? No mesmo momento meu telefone tocou, era ele! Havia reservado um restaurante japonês: nosso oficial primeiro date. Tomei banho, fiz uma maquiagem, troquei duas vezes de roupa e decidi: vestido e sapatinho.

Dirigi até Mountain Lakes, estacionei o carro no Parking Drive Lake. Desci e parei no bus stop da Boulevard. Fazia frio, olhei para a placa “Boulevard” e não conseguia parar de cantar a música “Don’t Stop belivin” by Journey. “Just a small town girl, living in a lonely world, she took the mifnight train going anywhere, just a city boy, born and raised in South Detroit….Strangers, waiting, up and  down the boulevard”.

O ônibus chegou, subi, sentei na primeira cadeira da esquerda. Havia trânsito, olhava no relógio. O túnel parado. Carros, luzes, NYC at night, adorável. Coração forte. Cheguei, fui comprar o ticket para voltar à New Jersey. A americana olhou para minha tornozeleira da hello kity e disse “Adorei, linda de mais”.  As americanas constumam ser chatas, mas quando elas gostam de alguma roupa ou acessório, elogiam com sinceridade.

Fui para o banheiro retocar a maquiagem. Fiquei em frente ao New York Times esperando o loiro até o policial de NYC falar comigo (ver post anteriores). O loiro ligou “onde você está”, perguntou. “Não consigo ti ver, put your hand up”. Ele estava do outro lado da rua e quando fui passar o semáforo fechou. Os carros em minha frente rapidamente junto os táxis amarelos, cena de filme.

Restaurante japonês

Paramos em um perto do New York Times, todos falavam em japonês e a comida era melhor do que em New Jersey. Sentamos, comemos..ele deu risada e não conseguia usar o hashi. Foi engraçado. Tímido, diferente do outro sábado, pediu para os garçons cantarem parabéns para mim e fazer uma homenagem. O trabalho foi sujo, a moça traduzindo em inglês ria, supostamente era para ser romântico mas ficou cômico. O loiro ficou mais tímido.

Pegamos um táxi, nada fácil em um sábado à noite. Partimos para o Broocklyn, a primeira parada foi em um restaurante com estilo latino. Não queria, mas bebi cerveja. Depois de meia hora fomos ao Mayahuel Restaurant and Bar (www.mayahuelny.com) . Não parecia New York City, podia ser qualquer lugar, as mesas apertadinhas e o ambiente escuro com luzes fracas faziam toda a diferença, sem contar os diferentes tipos de tequila (especialidade da casa). As músicas alternativas, como Manu Chao e outras faziam mais especial ainda. Simplesmente nesse momento pensei “Ele é uma graça”.

“Vamos então para a balada”, disse. Aceitei. “Passamos na casa do meu amigo e iremos”. Já era tarde, estava preocupada em não perder o último ônibus para New Jersey, o que claro, aconteceu. Ele falava de Bossa Nova, de um mês que morou em Porto Rico, de Manu Chao, los fabulosos Cadillacs…Conheci um outro tipo de americano, com visão aberta para o mundo e não para Beyonce or wherever, para encantar-me mais.

O amigo cabeludo

Quando conheci o loiro, o amigo dele estava bebado e provavelmente não lembra muita coisa. Paramos no apartamento do tal amigo cabeludo, bem legal e simples. A namorada do Texas foi muito prestativa, nos demos bem, eu acho. Conversamos e nos divertimos. Esperamos meia hora para entrar na balada, no frio…eu tremia, mas não seria a chata para falar “Vamos para outro lugar”.

Red Light no Broocklyn também, alías, melhor do que sair em Manhattan. O loiro e o amigo conversavam enquanto eu falava com minha nova amiga. Depois de muito tempo, ele veio ficar comigo. Ficamos, falou do tal banheiro (para outro post)..sentamos, conversamos e finalmente beijou-me. Noite difícil essa, pensei que não ia rolar.

Para onde ir?

Enjuados da balada, para onde ir? Pensamos em jogar sinuca. Lá eu sei jogar? Partimos, meu loiro perdeu rápido. Sorte minha, ficou mais tempo comigo. O bar era maravilhoso e alternativa. A  roleta da sorte era mais engraçado ainda e o banheiro então. Cansada, com os olhos fechando por si próprios e sem casa para dormir…sim, hotel em Manhattan…Até ser acordada as 9 horas da manhã com meus pais me ligando do Brasil para desejar parabéns. Eu mereço? Nove horas da madrugada????  Pedi para ligarem depois, afinal, meu aniversário mal tinha começado…

 

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