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…em tudo, um pouco!

Como é uma consulta ginecológica nos Estados Unidos 9 de agosto de 2012

Filed under: Brasil x Estados Unidos,EUA — ... @ 23:35

Humor do dia: Ansiosa. Censura: Nenhuma

Quando morei nos Estados Unidos tive muito azar, até intoxicação alimentar pelo lanche limpo do MacDonalds tive. A coisa boa é: nunca fiquei doente de precisar ir ao ginecologista, dentista, clínico geral, etc..Uma amiga precisou passar por uma consulta ginecológica e foi um pouco estressante esta saga.

É claro que naquela época eu ficava comparando a vida entre os dois países, mas não acredito que um seja melhor do que o outro nesta questão. Apenas, lidam de maneira diferente.

Posso cometer alguns erros neste post, por não ter sido eu a personagem principal. Mas, vamos lá, tentarei mostrar para vocês a vida dura de uma mulher em terras estrangeiras.

Minha amiga apresentou dois probleminhas e tentou marcar uma consulta. Quando se é intercambista é importante que a agência providencie ainda no Brasil um plano de saúde internacional para este tipo de visto.

Este deve ser um dos critérios para o estudante escolher determinada agência. Alguns planos não asseguram totalmente, ao menos que você pague taxas e taxas extras. Outros, por sorte, asseguram tudo sem cobrar nada. Como eu sou esperta e com muita sorte, escolhi a agência com o plano que não cobria quase nada, assim como esta minha amiga.

Finalmente ela achou uma médica e marcou. Não é necessário pagar na hora a consulta. A cobrança vem em casa, mas acompanhei outras consultas  e também existe a possibilidade de pagamento no cartão.

Todos os exames, mesmo o papanicolou, são cobrados. No Brasil, paga-se em torno de 20 ou 30 reais em consulta particular (até onde sei). Nos Estados Unidos este valor é um pouco salgado, mas não me recordo exatamente o preço.

Esta minha amiga terminou fazendo diversos outros exames conforme a médica achava necessário (de doenças, infecções, etc..). O que deixou a conta final extremamente cara.

Além disso, ela sentiu um caroço na mama esquerda (ou direita?). Não importa, ela pediu para a médica encaminhá-la para um exame. Consultamos os preços, todos eram absurdamente caros. Percebendo nossa aflição, a médica encaminhou minha amiga para um hospital de uma universidade, como se fosse Unicamp, porém em um país de “primeiro mundo”.

No hospital da universidade

No dia do exame acompanhei novamente. Ao invés de fazer uma mamografia, ela fez uma ultrassonografia das mamas. Ao contrário do que pensei, havia sim muitas pessoas usando o serviço do hospital da universidade. Digo mais, seria a classe média e média baixa.

Uma ótima organização, limpeza, atendimento, educação… Como nunca usei um hospital universitário no Brasil, não tenho parâmetros para comparar.

É claro que nos Estados Unidos, este hospital universitário cobra pelo serviço. O paciente precisa ter um plano e o hospital oferecerá o serviço com preços bem mais baixos do que em clinicas, laboratórios particulares.

Mesmo assim, o convênio médico da minha amiga (o mesmo do meu), não cobria estes exames, nem mesmo em hospitais universitários, o que acabou saindo bem caro para ela.

Os resultados

Todos os exames feitos pelo paciente chegam diretamente para a médica. Não sei se é possível o paciente pegá-los antes.

Desta forma, cabe ao consultório médico ligar para o paciente. No casa da minha amiga, ligaram dizendo que os exames de prevenção, assim como a ultrassonografia das mamas estavam perfeitos.

Passo a passo de como foi à consulta

Acho que o que todos querem saber mesmo é se a consulta ginecológica é igual no Brasil. Não, não é! Mas também não posso afirmar de boca cheia mostrando o pedaço de bolacha que estou comendo, afinal só conheci uma médica ginecologista.

Nesta médica, a consulta foi assim: Em uma sala pequena (mesa e cadeira)  a ginecologista perguntou o motivo da minha amiga estar lá. Em seguida, ela mandou irmos para outra sala (onde seria feito os exames de rotina, toda mulher sabe do que estou falando).

Enquanto minha amiga ficava só de avental, naquela cadeira nada amigável, a médica consultava outra paciente na sala pequena (das cadeiras e mesa). Ao terminar, ela voltou para consultar a minha amiga, deixando a paciente anterior esperando em outra sala para os exames.

Ou seja, é uma sequencia de fábrica. É algo sem parar, sem tempo para nomes da paciente, sem envolver-se com conversas alheias. No Brasil, meu ginecologista sabe meu nome, lembra-se de mim, de outras vezes que fui à consulta, conta coisas… não tem pressa em me atender, é calmo…bla bla blá .

Lá é bem diferente disso. É uma rapidez e a médica atende de duas a três pessoas ao mesmo tempo. Quem ajuda no procedimento é sempre uma enfermeira que tem cara de adolescente.

Conclusão

Como disse anteriormente, não posso julgar qual país é melhor. Não tenho parâmetros e nem acredito que exista melhor ou pior, por inúmeros motivos. O importante é consultar um médico e sentir-se seguro seja no Brasil, Estados Unidos, China, Rússia…Mas, esteja preparada para uma conta bem mais cara comparada ao Brasil.  (Se bem, que começo achar que até este quesito está quase empatado).

 

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