Quero Sal…

…em tudo, um pouco!

Qual o sentimento ao voltar para o Brasil 16 de agosto de 2012

Filed under: Vida — ... @ 23:35
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Humor de hoje: Nervosa com as ondas de greve.  Censura: Pessoas sem sentimento.

 

Rostos, cores, expressões. Movimento rápido, vultos, escuridão e lágrimas; um sorriso, talvez. Vejo os olhos, as lembranças se machucam. Respiro, vejo a neve, paisagens, sorrisos, abraços, emoções. Sentimentos que precisam ser deixados para trás.

Passado. Futuro, ninguém vive o presente. O passado sempre parece melhor, às vezes pior, mas a tendência é parecer sempre mais harmonioso. O futuro mexe com a ansiedade, gera expectativas e muitas frustrações.

 

Rostos

O sentimento de voltar para o Brasil é sempre de deixar para trás. Pessoas, lugares, tantos rostos que nunca mais serão vistos. Diariamente vemos pessoas que  nunca mais teremos contato, mas não sofremos esta perda, só sofremos quando moramos fora do nosso “ninho”.

Ao morar fora e depois voltar ao país de origem a dor parece maior. Seria o orgulho do ego? Não sei. Minha amiga mexicana, a família dela, as crianças que tomei conta, os alunos da escola, minha professora. Nunca mais saberei como estão. Se estão comem bem, se, se vestem como empresários ou garçonete, se casaram, tiveram filhos, se estão alegres ou chorando escondidos.

A vida, tão difícil de deixar as coisas tomarem seu caminho. A vida é assim, deixar o passado. Chega um momento que é necessário deixar a vida ir e sem olhar para trás. A vida, ah…a vida engana, nossos sentimos enganam.

As coisas, as pessoas sempre mudam quando estamos longe delas. Ao estar longe as pessoas, elas ou se tornam vilãs da estória ou se tornam deuses e deusas. A distância; o deixar para trás constrói sentimentos que nem sempre são verdadeiros.

Autoconhecimento é o que eu diria sobre voltar ao Brasil depois de morar nos Estados Unidos.

Hoje sei que a saudade tem duas fases, a da verdade e do capricho. Hoje, sei que amamos conforme nossas necessidades.

 

Ah o amor

Existem pessoas boas em amar filhos, tias, avós e avôs… Outras, melhores em amar um homem ou uma mulher. Outras, incapazes de expressar sentimentos por pessoas e substituir isto amando o trabalho, a casa, o carro. O amor seja material, maternal, paternal ou até mesmo espiritual é bonito e válido. Amar não é fácil, se o amor for verdadeiro – seja para quem ou para o que for – é válido.

E, amar e aprender a respeitar foram coisas que aprendi ao voltar para o Brasil. Ame de verdade, a vida passa realmente muito rápido. Ame, festeje, chore, nunca deixe a saudade tomar conta por você, um pouco pode, muito é prejudicial.

 

Final

Aeroportos, trens, navios, ônibus… Causam-me angustia da partida, alimento da chegada, uma vida, um segundo…Rostos, amores, vida. Viva por você! Diria para as pessoas que voltaram para o Brasil depois de um intercambio, que se amem, guardem as lembranças, mas deixem muitos sentimentos no país do intercambio, mas usem o que aprenderam aqui para construírem vidas melhores.

Assim, ande, corra, nunca pare. O sinal não fechará e se ficar vermelho é sua sorte sendo guardada para mais tarde. Viva, corra, seja você. Seja você e seja você!

 

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