Escolhendo maternidade no Japão

O teste de gravidez deu positivo! Parabéns, agora é hora de procurar um hospital para fazer seu pré-natal e escolher o tipo de parto.

Seu médico ginecologista deverá preparar uma carta para o hospital/maternidade com seu estado de saúde, tratamentos de fertilidade e outras informações importantes para o obstreta.

A nova mamãe deverá ir até a Prefeitura da cidade onde reside, informar o município sobre a gravidez, preenhcer um cadastro e ainda pegar um diário da maternidade.

Uma assistente social era conversar com você, entregar um livro com cupons de desconto para as consultas (já que pré-natal e parto não são cobertos pelo plano de saúde). O primeiro cupom (para a primeira consulta) cobre o valor de 8000 iens.

Os demais cupons valem 4000 iens. Deverá ser entregue sempre no mesmo dia da consulta. Será entrege também um livro com informações sobre alimentação, parto e descontos em compras (shopping).

O kit contém ainda um livro para o pai, como ajudar a esposa em casa, o que esperar na gravidez e como proceder aos longos dos 9 meses.

O diário da gravidez é o melhor. Todas as consultas, resultados de exames e informações sobre a saúde do bebê e da mãe, serão anotadas lá pela equipe do hospital. Futuramente será usado como um registro de vacinação da criança e do estado de saúde dela.

Tudo bem organizado. Ainda haverá um cronograma para a mãe não esquecer “do que fazer”. Em outras palavras, período para registrar o bebê, imigração, consultas, estudos. Basicamente um passo a passo, sobre o que fazer após o nascimento.

Os livros são apenas em japonês, o diário pode ser no idioma da mãe se disponível. Escolhi em inglês para o marido poder ler também.

Qual maternidade?

Depois de conseguir a carta com o médico e a documentação feita na prefeitura, é hora de começar a ligar nas maternidades. Existem os hospitais públicos (mas pagos), e os particulares (mais caros).

O hospital deverá aprovar você, para o pré-natal e o parto. No caso do estrangeiro, vão querer saber seu nível de japonês etc..O crucial será a data aproximada do seu parto. Caso estejam lotados, pode ser que não aceitem.

A maioria dos partos são naturais e não cesária. Grande parte dos hospitais não oferecem epidural! Mas alguns tem o parto sem dor. Até existe parto em água, ou em casa, ou com doula. Tudo depende da mulher pesquisar o que será melhor para ela.

Depois, é só começar a fazer o pré-natal e esperar os 9 meses…

Veja as fotos:

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Voz feminina, a voz não ouvida no Japão

As brasileiras tem estourado as mídias sociais e as ruas com ataques feministas, alguns extremanente radicais. O mesmo tem acontecido nos Estados Unidos e na Europa. O mesmo não tem acontecido no Japão.

Alguns, como eu, consideram o novo feminismo extramente perdido, desrespeitoso, sem fundamento. Fotos de mulheres abordando Jesus Cristo, para mim não é uma forma educada ou sábia de impor “meu corpo, minhas regras”.

Não depilar, não usar absorvente e correr uma maratona mostrando o sangue escorrendo também não é uma forma de feminismo, para mim, mas para a maioria é uma forma bonita de expressar os direitos das mulheres.

A mulher japonesa é muito feminina, olha, não sou fã da mulher japonesa não. Mas, elas não vêem nada de mais em manter uma aparência bonita, porque não? Desde quando manter-se em forma, bonita, depilar-se, maquiar-se, etc, é uma questão direitos? Se o seu estilo não é esse, cada um no “seu quadrado”, né não?

A japonesa adora cozinhar e servir o homem, cuidar da casa. Oras, oras, eu não acho legal a mulher chegar ao ponto de servir dessa forma, quase que uma empregada. Isto é cultural no Japão. A mulher não tem tantos direitos na gravidez (embora tenham), como temos no Brasil ou nos Estados Unidos.

Entre os olhos puxados, a mulher sempre expressa menos sua opinião, são a que menos estão nas escolas de medicina, por exemplo. São inteligentes, a qualidade de educação é excelente. Mas, em silêncio existe uma profissão de homem e de mulher. Porém, a mulher japonesa não falam o que elas querem, apenas se confortam como as coisas são.

Claro, aos poucos, mas muito lentamente, isso tem mudado por aqui. Acredito, que deveriam saber falar e impor para serem ouvidas. Por outro lado, no Brasil e em outros países, as feministas poderiam parar de envergonhar-se e lutar apenas dentro das mídias sociais, e realmente fazer a diferença.

Quer igualdade? Que tal ao invés de ir às ruas e simular um aborto de Jesus Cristo, ir a bairros mais carentes e ensinar educação sexual? Que tal amadurecer a “classe mulher” a negociar salário, que tal usar o cérebro e a boa educação para expor direitos iguais. Gritar, não depilar só causará aversão ao feminismo.

Ser mulher, como as japonesas sabem, é lindo. É ser delicada, aceitar que a mulher por natureza é diferente e realmente, às vezes, não é questão de preferência entre um sexo ou outro.

O feminismo não salvará o femicítio. Especialmente aquele em que as pessoas se atacam no mundo virtual. Veja, no Japão o machismo é alto, mas não há altos números de homicídio, briga de casal, etc..Claro que tem, lógico, o problema é mundial, mas não chega aos pés do Brasil. Será questão de educação?  Eu creio que sim.

Com as mídias sociais as mulhers expõem “Mulher precisa beber mesmo, aguentamos mais que os homens”, ou ainda como vi esses dias. “Casar faz a mulher trabalhar mais 7 horas nos serviços domésticos, melhor não casar. Apenas se o cara for rico para pagar tudo”. Bom, de novo…Isso é feminismo?  Não para mim.

Vamos olhar para países que realmente precisam de ajuda, como no oriente médico. Até o Japão, precisava se colocar mais (e são primeiro mundo!!!). Analise: uma grávida no dificilmente consegue conversar com o médico. O ginecologista quase não fala a palavra sexo, porque é feio. Não tem educação sexual nas escolas!!!!

Por um lado o aborto no Japão é legal, porém adolescente grávida sofre pressão da sociedade e muitas escondem, fazem aborto sozinha ou abondonam as crianças. Isso só mostra que as mulheres precisam ser ouvidas, todas, em todos os cantos do mundo. Mas, quando se colocam com educação e com qualidade. Um homem que grita é considerado rude, por que a feminista é considera “voz da sociedade?”

Sofri abuso sexual, violência doméstica e tantas outras coisas. Nunca tive ajuda, nem mesmo da polícia! Isso é grave, realmente é. Sou a favor sim de direitos das mulheres, mas não como as brasileiras ou americanas tem feito, creio que só tenha criado um vaco ainda maior.

Vamos aceitar que ser mulher é bom, como as japonesas. Mas vamos nós fazer ouvidas de maneira que as japonesas ainda não fazem. Homens e mulheres deveriam andar de mãos dadas e assim consertar a sociedade que está quebrada. Sem ódio e sem trapaça.

Mais feminismo no Japão e menos no Brasil.

 

 

 

 

Emirates ou Qatar? Qual escolher.

Passando para dar minha dica do dia.

Viajar para o Brasil do Japão (ou vice e versa) é muito consativo. Muitas horas de voo, jet leg, nada é fácil. Quem tem visto americano pode ir pelos Estados Unidos e ganhar (talvez) entre 3 – 4 horas a menos de layout ou de voo, mas eu escolho meu conforto.

Já viajei por várias cias e a United Airlines, por exemplo, é a pior. Jamais sairia do Japão para o Brasil por ela. Tanto o avião da Qatar como da Emirates são mais confortáveis, com mais espaço, mais limpo, banheiro menos nojento (podem rir).

As refeições da Qatar, para mim são melhores do que a da Emirates. As aeronoves são praticamente iguais. Os comissários da Qatar são mais simpáticos. A Emirates dá brinquedos para crianças e melhores kits de escova, pasta dental e meias.

Os preços são iguais, o importante é escolher a época certa para comprar. Pois é, viajando e aprendendo sempre.

Brasileiros são desonestos no Japão

Brasileiro reclama sobre corrupção e ser passado para trás o tempo todo. Culpa todos ao redor, menos ele mesmo. Falei alguma mentira até aqui? No Japão, a maioria deles trabalham em fábrica, ou começam lá e depois conseguem empregos melhores,  negócio próprio, entre outros. São poucos aqueles que tem o vista de profissional altamente qualificado.

Falo de brasileiros descendentes de japonês, que por esteriótipo imaginamos que sejam honestos, verdadeiros, eduacados, graduatos. Mas não é a realidade. Muitos com baixa educação, envolvidos em crime, dando aquele jeitinho brasileiro em tudo. Chegam no Japão e pronto, viram “ricos” e só querem exibir aquele tênis dos sonhos. Quanta bobagem.

Ser pobre, não é o problema. O problema é atitude desonesta. Esses mesmos descendentes poderiam conquistar muito mais no Japão, pois tem o tal visto de nissei ou sansei.

Eu tenho vergonha, eu ainda não aprendi o idioma e tenho alta qualificação e poderia estar numa melhor, mas tudo bem, um passo por vez. Hoje eu faltei do trabalho, por exemplo, pois passei mal a noite toda. Isso está errado. Tenho vergonha de mim sim.

Muitos americanos, europeus, o tal do “povo branco”, conseguem conquistar muito mais do que nós brasileiros aqui. Mas vamos lá, já reparou como somos? Fui em uma entrevista de emprego para uma mídia brasileira no Japão, Primeiro, a pessoa envia emails com erros de gramática. Até aí, a gente perdoa. É como se na internet pudesse tudo. Até entendo, faz muito tempo que não escrevo em Português e tenho cometido erros também.

O problema são as inúmeras mentiras. Desmarcar entrevistas, convidar para almoçar na entrevista, depois prometer fazer um teste comigo para começar no emprego. O que nunca rolou, nunca nem responderam. Ainda estou bolando uma resposta bem inteligente, mesmo que demore uma eternidade, mas eu irei responder sim. (PS – Não preciso do almoço, só para ver como falam e falam e falam, mas nada fazem).

É assim mesmo. Tudo que é de brasileiro não funciona, ou funciona com desonestidade. São mentirosos. Puramente mentirosos. Tenho uma conhecida que trabalha em ******* brasileira. É uma bagunça, até dinheiro do bolso dela, precisa ser colocado às vezes.

Sabe, reclamam que no Brasil está ruim, mas estão no Japão para continuar morando na bagunça. O Brasil tem exatamente o que merece. Um governo corrupto, pois o povo é igualzinho.

Visto o comportamento egoísta, povo desunido e nada honesto dos brazucas, tenho certeza, tem o governo que merece. Sei que governo não tem nada a ver com meu problema pessoal, mas no fundo pense. Uma coisa puxa a outra. Aí esse mané vira vereador, vira sindicalista, vira empresário e vai fazer o que com a desonestidade?

Pois é….Brasil para brasileiros.

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Tratamento para fertilidade no Japão é bom?

Passei quase dois ano tentando engravidar. Seja por clomid, AI e FIV.  Acabei engravidando naturalmente com auxílio da medicina chinesa (assunto para meu próximo post). Agora, quero fazer um pós e contra sobre as clínicas de fertilidade no Japão.

Provalmente lembrarei mais depois. Detalhe, é só meu ponto de vista, minha experiência.

Pontos negativos:

  1. O médico não trata a paciente com “carinho”, não lembra nem seu nome.
  2. Médico seco para falar sobre problema de saúde, fracasso no tratamento.
  3. Dificilmente entram em detalhes sobre seus exames, não gostam de explicar.
  4. Médico confundiu meu prontuário mais de duas vezes. (A primeira até pensei OK acontece, mas confundiram tratamento e tudo mais).
  5. Você não pode fazer muitas perguntas ao médico. Não dão espaço para isso.
  6. Não existe tratamento humano. Apenas uma linha de montagem.

Pontos positivos:

  1. Equipamentos modernos.
  2. Enfermeiras atenciosas e preocupadas.
  3. Limpeza do hostpital/clíncia sem igual.
  4. Enfermeiras preocupadas se estrangeiros conseguiram entender os procedimentos de AI ou FIV.
  5. Ética profissional AMAZING!
  6. Consulta, exames, injeções tudo no mesmo local. Agilidade!

 

Comparando com o Brasil, ainda acho que os médicos são mais humanos, mas também erram. Existem médicos brasileiros que tratam os pacientes de acordo com sua classe social, o que não acontece no Japão (pelo menos não senti).

O Japão tem  “seu” problema de tratar todos como um produto na linha de montagem, mas ninguém olha para você, para sua roupa, sua bolsa…Médico não ri do paciente, não fala mal, não dá indiretas (como muitos no Brasil).

Erros médicos, já ouvi que são comuns por aqui, porém hoje em dia acho que até no Brasil. O SUS nunca chegará a ser tão eficiente como o mais básico atendimento médico no Japão.

Brasil precisa de mais ética, e Japão de mais humanidade.